Plantas decorativas numa divisão luminosa com mobiliário H&P

As plantas mortas aparecem na primavera. Abre-se a casa depois do inverno, sobem-se os estores, e a palmeira kentia que ficava tão bem nas fotografias do anúncio do alojamento local está no vaso, castanha nas pontas, exatamente onde ficou em outubro. Ninguém fez nada de errado. Não estava lá ninguém para fazer fosse o que fosse.

As plantas e flores decorativas resultam numa casa do Algarve quando são escolhidas para a forma como essa casa é realmente vivida. Onde há gente o ano inteiro, isso quer dizer plantas verdadeiras, resistentes e de crescimento lento, com a luz certa. Onde a casa fica vazia durante meses, quer dizer boas plantas artificiais, ou simplesmente menos plantas. Num caso e noutro, o vaso e o sítio contam quase tanto como a planta.

Para casas onde se vive

O erro mais comum é a luz, e é o contrário do que acontece mais a norte: aqui, uma janela virada a sul pode ser de mais. Atrás do vidro, em agosto, muitas plantas de folha queimam, por isso um ou dois metros para dentro da janela, ou um parapeito virado a nascente, costumam servir-lhes melhor do que o sítio mais luminoso da sala.

As plantas que melhor aguentam a vida real são as menos vistosas. A espada-de-são-jorge e a zamioculca toleram pouca luz e uma quinzena de esquecimento. Uma kentia vive bem num canto da sala desde que alguém se lembre dela de vez em quando, enquanto a estrelícia quer mais sol e agradece-o. As oliveiras ficam lindas num vaso dentro de casa durante um mês, mais ou menos, e depois querem ir para a rua, que é onde pertencem.

No inverno, regue menos. A maior parte das plantas de interior que morrem por cá morre de mimo, de pés dentro de um prato com água durante janeiro inteiro.

Para casas fechadas metade do ano

Numa casa de férias ou num alojamento local, uma planta verdadeira é uma promessa que alguém tem de cumprir enquanto não está, e quase nunca há quem a cumpra. Aí, as boas plantas artificiais são a resposta honesta, e melhoraram imenso; as baratas denunciam-se pelo brilho de plástico e, com o sol do Algarve, por uma cor que desbota numa só estação. Tire-lhes o pó, também, porque uma planta artificial empoeirada parece mais artificial do que tudo o resto.

Ramos e ervas secas numa jarra grande são a alternativa mais calma. O que aguenta hóspedes e invernos vazios está no nosso artigo sobre mobilar uma casa de férias.

As flores de corte são a única coisa deste artigo feita para durar pouco. Duram bastante menos num agosto quente do que em março, e menos ainda ao lado da fruteira (a fruta a amadurecer liberta um gás que as apressa), por isso um sítio fresco e água limpa a cada dois dias dão-lhes mais uns dias.

O vaso faz metade do trabalho

Uma planta só fica tão bonita como aquilo em que está. A escala é onde a maior parte dos arranjos falha: uma planta grande num vaso pequeno fica pesada em cima e acaba por tombar, e uma planta pequena num vaso grande parece esquecida. O barro respira e combina com a luz daqui; a cerâmica vidrada guarda a água mais tempo, o que é útil ou é o problema todo, conforme quem rega.

E ponha alguma coisa por baixo. Um prato, ou pelo menos uma base de cortiça, porque um vaso em cima de um aparador de madeira deixa a mesma marca branca que um copo de água, só que mais devagar. (Como tirar essa marca está no nosso texto sobre cuidados com os móveis.)

Lá fora valem as mesmas regras, com mais sol, e uma planta grande de mais para ser sensata costuma fazer mais por um terraço do que seis pequenas; esse argumento está no artigo sobre mobiliário de jardim no Algarve. Jarras, vasos e as outras peças decorativas estão na coleção de complementos, nas duas lojas da H&P Mobiliário e Decoração, em Albufeira e em Armação de Pêra. Traga uma fotografia do canto em que está a pensar e diga-nos para que lado está virado.

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